Polícia não autua motocilista infrator e reprime ciclistas

“Você acha que eu sou desses policiazinha aí, mano?”

“Você acha que eu sou desses policiazinha, mano?” Esse foi o palavreado usado, sem mais nem menos,  por um policial militar ao se dirigir a um ciclista que destruía um cartaz de propaganda eleitoral irregular no centro de Curitiba, sábado, 25, pela manhã.  A viatura da PM do Paraná acelerava forte, tentando meter medo nos pedalantes. Contudo, um motocilista infrator não foi autuado. A massa crítica de ciclistas inconformados com a falta de estrutura para circular na Cidade Ecológica derrubou e estragou vários cartazes de propaganda eleitoral durante a passeata mensal realizada na cidade. Os cartazes são ilegais porque alteram a estética urbana, atrapalham a circulação de pedestres e interrompem a visão de muitos motoristas que tentam atravessar o canteiro pelas pistas de desaceleração. Um dos candidatos que mais polui as avenidas Visconde de Guarapuava e Silva Jardim, por exemplo, é Reinhold Stephanes, que pleiteia uma vaga na Câmara Federal.  O excesso de cavaletes propagandísticos torna as ruas um pesadelo.  Com autoridades policiais que reprimem ações cidadãs usando palavreado de presidiário e candidatos sugismundos que emporcalham as ruas desrespeitando a lei, o eleitor parece estar ao Deus dará.  Se legislação sobre propaganda eleitoral não é respeitada, dá pra imaginar o grau de consideração que os eleitos terão para com os seus eleitores. A lei é clara quando diz “Nas árvores e nos jardins localizados em áreas públicas, bem como em muros, cercas e tapumes divisórios, não é permitida a colocação de propaganda eleitoral de qualquer natureza, mesmo que não lhes cause dano (Lei nº 9.504/97, art. 37, § 5º)“. O artigo 14 também reforça:  ” Não será tolerada propaganda (Código Eleitoral, art. 243, I a IX e Lei no 5.700/71): VIII – que prejudique a higiene e a estética urbana“.

Farol apagado: motoqueiro infringe a Lei e ainda acha que bicicleta atrapalha.

Alguns motociclistas e motoristas, recriminaram os ciclistas alegando que as magrelas não podem circular na rua, ao contrário do que diz o Código de Trânsito Brasileiro.  Um motociclista, de faróis apagados, ato que incorre em infração gravíssima com suspensão do direito de dirigir, “deu de dedo” no nariz de um dos cicloativistas. É óbvio que não há uma avaliação efetiva no Departamento de Trânsito e nem nas ruas, onde se infringe leis debaixo do nariz da polícia. Nos cursos de reciclagem do Detran, em Curitiba, instrutores avisam: “Não se preocupem, porque daqui ninguém sai reprovado”. Com esse tipo de conduta vinda das autoridades de trânsito, o país nunca deixará de ser a República da Maracutaia.

Canditato Reinhold Stephanes é um dos que mais emporcalham a cidade.

5 Respostas para “Polícia não autua motocilista infrator e reprime ciclistas

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  3. Esta é uma boa experiêcia para que entenda-se que o Estado é assim mesmo, amigos.
    E será mais ainda com a campanha de desarmamento “CONTRA O CIDADÃO CIVIL”, para que fique totalmente a mercê da máquina totalitária militar, irmã siamesa do Estado.
    Seguirá, à força, a lógica capitalista de segmentação social através da casta carrocrata, que devora a cidade, seus demais habitantes e a si mesma.
    Quem quiser continuar alimentando este sistema, VOTE E SUBMETA-SE!

    • É, André. Eu já passei por algo bem semelhante antes. É isso aí: até em Los Angeles os ciclistas comentaram assim sobre a foto do soldadinho com o trabuco: “a gente tem umas risgas com a polícia daqui, às vezes, mas olha isso”. É uma vergonha.

      • Porcos fardados são porcos fardados. Em qualquer lugar. A não ser pela farda, não há diferença para traficantes: são anti-sociais que submetem as pessoas pela violência. Gostam do poder e do dinheiro. Veja só a que ponto chegaram estes mercenários no Equador, por exemplo.

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