Estudantes de escolas públicas aprendem biotecnologia

Um convênio socioeducacional assinado entre a Prefeitura de Araucária, Região Metropolitana de Curitiba, e a multinacional dinamarquesa Novozymes, em agosto de 2009, já começou a dar frutos. A fase inicial da parceria público-privada chamada de Biotecnologia para a Sustentabilidade vai à Escola, beneficiou quinhentos estudantes de sete escolas municipais no ensino fundamental, introduzindo noções básicas de uma tecnologia ambientalmente amigável bastante utilizada no dia-a-dia. A Novozymes, empresa líder mundial em bioinovação e fornecedora de 47% das enzimas industriais do planeta, promoveu a formação de 55 professores da rede municipal de educação, que incorporaram os conhecimentos à disciplina de ciências. Depois de quatro meses de aulas os alunos apresentaram os resultados do aprendizado em mostras de ciências, observando os processos biotecnológicos que ocorrem no preparo e conservação dos alimentos, ação das enzimas na saúde (antibióticos), na digestão e outros tópicos. Pela primeira vez uma empresa privada e as escolas de Araucária unem-se com o objetivo de elevar o nível do ensino fundamental na disciplina de ciências.

Para o professor da Escola Municipal Aleixo Grebos, Genésio Rocha, os resultados foram além das expectativas. “Alguns alunos ultrapassaram o que esperávamos, trazendo propostas inéditas para a sala de aula”, disse Rocha. A secretária municipal de educação de Araucária, Maria José Dietrich, disse que a qualidade do ensino melhorou. “Despertamos o entusiasmo dos professores com a formação voltada para esse projeto. Nas apresentações dos alunos é possível notar o êxito do aprendizado através da convicção deles ao explicar as teorias e práticas nas mostras de ciências”, afirmou. O projeto ainda deve ser estendido a outras doze escolas de Araucária, município com 118 mil habitantes. “Muito me alegra saber que uma ação simples para uma empresa possa trazer tantos e importantes benefícios para o ensino fundamental, além do conhecimento que se estende à toda a comunidade local”, disse o presidente da Novozymes Latin America, Pedro Luiz Fernandes.

De acordo com a diretora do departamento de ensino fundamental da Secretaria de Educação de Araucária, Arlete Ribeiro Lopes, a avaliação por meio de notas não é o mais importante no momento. “Percebemos que houve interesse pelo tema e uma apropriação do conhecimento, com um bom envolvimento das escolas que decidiram autonomamente participar do programa”, esclareceu. “Houve um aspecto muito positivo que foi o apoio da iniciativa privada na formação dos professores e fornecimento do material didático. Mas entendemos também que é preciso investir mais na formação dos professores e promover o mesmo tipo de projeto em todas as disciplinas”, observou Arlete.

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