Au-Au não dá pedal

A loja do AU-AU da Carlos de Carvalho, em Curitiba é um típico drive-thru. Não tem bicicletário, claro. Mas deveria ter. Claro que o AU-AU se gaba de ser sinônimo de cachorro-quente em Curitiba e eu como AU-AU desde criança, é muito bom. Mas, nesse tempo todo de existência (35 anos) os caras ainda não pensaram em sustentabilidade e nem em mobilidade urbana? Um drive-thru tem que pensar em mobilidade. Até fábrica de carro pensa em mobilidade. Drive-thru tem que fazer algo também.

O AU-AU utiliza saquinhos plásticos demais em suas embalagens. Não parece se importar com o impacto ambiental que isso causa.  Fui até lá pegar uns dogs último fim de semana e fiquei constrangido porque não havia onde colocar a minha bicicleta enquanto esperava o meu pacote. Os supermercados de Curitiba até que têm algo que chamam de bicicletário: um tipo de meia-lua feita com dois arcos paralelos, onde você só consegue cadear uma roda da magrela. Quando os mercados têm algo, têm essa droga que permite que os amigos do alheio roubem a bike e deixem só a roda. Então sugiro ao AU-AU, que pensem um pouco no futuro e na evolução da espécie. De nada adianta ter 35 anos de mercado e não ajudar o mundo a evoluir.

Estou entrando em contato com o AU-AU pelo site, sugerindo essa contrapartida, esse retorno à cidade que fez a empresa progredir. Vamos ver o que eles respondem. Gente, a cidade é lugar de pessoas, não de motoristas.

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