Mídia exagerou sobre invenção revolucionária de teenager americano

O crescimento da concha dos caracóis é um dos exemplos da sequência de Fibonacci que aparecem na natureza. FOTO: Fabio Riesemberg

Diz a notícia, na página Ciclovivo e que pipocou na mídia de tecnologia mundial, que o menino norte-americano de 13 anos, Aidan Dwyer revolucionou o aproveitamento da energia solar com um modelo de disposição de placas solares com base na famosa sequência de Fibonacci (na qual um número equivale à soma dos dois números anteriores numa série, como os números f da abertura do diafragma das câmeras fotográficas). No mesmo dia em que a boa nova saiu, o professor do Departamento de Tecnologia da Informação da Universidade de Copenhague, Sebastian Buettrich, rebateu. Segundo ele não houve nenhum ganho na captação de energia ao se utilizar placas solares dispostas como folhas em uma árvore, maneira como foi construído o modelo de Dywer. Para Buettrich a notícia se espalhou rapidamente por conta da avidez da mídia em distribuir boas novas.

De acordo com a notícia o invento do menino aumentou de 20% a 50% a eficiência do sistema somente com a reorganização dos painéis solares. Dwyer esteve observando a natureza e viu como os ramos das árvores se posicionam para que as folhas captem mais energia. Segundo o Ciclovivo, um dos sites que replicou a notícia, “a ideia de Dwyer, apresentada em uma feira de ciência na escola, lhe rendeu o prêmio ‘Jovem Naturalista 2011’ concedido pelo Museu Americano de História Natural e foi inspirada no mecanismo que as árvores possuem de absorver a luz solar.

Ainda segundo a notícia do Ciclovivo, “testes realizados mostram que a ‘árvore solar’ é mais eficiente, inclusive em épocas de menor incidência solar. Outra vantagem é que em épocas de nevasca, o sistema não fica “enterrado” pela neve e nem é prejudicado pela chuva além do que, ele ocupa menos espaço, sendo perfeito para ambientes urbanos onde o espaço e a luz solar direta podem ser difíceis de encontrar.  O estudante ganhou uma patente provisória, do governo dos Estados Unidos, além do interesse de diversas entidades aparentemente ‘ansiosas’ em comercializar sua inovação.

Pelo que parece, foi exatamente por não ter certeza de que o modelo de Dwyer é uma revolução que o governo americano concedeu patente provisória. Sem desmerecer o menino, muito inteligente, o Esquentadinho foi apurar melhor essa história e entrou em contato com Buettrich para tirar outras dúvidas. Em breve editará outro post sobre o assunto. Aguardem.

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